quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MESSIAS


MESSIAS


Messias é um título para Jesus Cristo, o Salvador do mundo. No velho testamento, Deus falou de como Ele enviaria o Messias para salvar seu povo, para fazer tudo certo e para destruir o mal. Os judeus ansiavam pela vinda do herói judeu, mas rejeitaram Jeus Cristo porque eles esperavam alguém diferente. Em vez de um soldado, Jesus era um servo. Em vez de ser um rei poderoso, Jesus morreu em uma cruz. Os judeus não reconheceram o plano de Deus para Jesus como o Messias, mas Jesus ainda sim salva aqueles que acreditaram nele por sua morte na cruz. Ele ressucitou e agora governa acima dos céus.


O SIGNIFICADO DE MESSIAS
O título MESSIAS vem do hebraico, mashiach, e significa “o ungido”. Christos, ou Cristo, refere-se a um indivíduo que é separado para servir a Deus. Esta pessoa seria ungida com óleo – uma prática comum de derramar o óleo sobre a cabeça de uma pessoa. Os sacerdotes eram regularmente ungidos com óleo como um símbolo de servir no altar de Deus (Levítico 4:3). Samuel ungiu Saul e Davi para determina-los como reis. Todos os reis hebreus eram ungidos antes de assumirem suas posições da liderança real. Os reis eram considerados líderes especiais do Senhor (1 Samuel 12:14; 2 Samuel 19:21).


Estas cerimônias introduziram a idéia do Messias - uma pessoa especial separada para o serviço de Deus. Diversas profecias descreveram também um Messias específico, o que ajudou a alimentar as expectativas das pessoas sobre o último Ungido. Uma declaração ainda encontrada em muitos livros de oração judaica é a seguinte: “Eu acredito com um coração sincero que o Messias virá, e apesar da sua vinda tardar, eu ainda esperarei pacientemente por sua rápida aparição”. Apesar de acreditarmos que o Messias já veio a Terra na pessoa de Jesus Cristo, nós devíamos também esperar ansiosamente pela sua segunda aparição. Nós também devíamos ser pacientes e ansiosos pela Sua chegada, desta vez, como o Rei dos reis.

C.S. LEWIS


C. S. LEWIS (1898-1963)




Escritor e estudioso cristão 
VISÃO GERAL


O mundo atual precisava de uma voz criativa para comunicar a verdade de Deus. C.S. Lewis foi essa voz. Em suas estórias fantasiosas bem como em seus ensaios perspicazes, Lewis proporcionava orientação inteligente que levou muitos leitores à fé em Cristo.


CENÁRIO ACADÊMICO


C.S. Lewis passou a maior parte de sua vida como professor universitário e conferencista nas Universidades de Oxford e Cambridge e como escritor de muitos livros eruditos e cristãos. Sua obra mais conhecida é Literatura Inglesa no Século XVI (1954). Seu primeiro trabalho erudito, A Alegoria do Amor (1936), foi considerado por um crítico, um clássico naquela área.


OBRAS CRISTÃS


Lewis é conhecido como autor de mais de 25 obras. Ele era um "feliz ateu" aos 14 anos e durante um longo tempo foi lentamente persuadido de que a religião cristã é a única maneira lógica de entender o homem e seu universo. Tendo-se tornado cristão aos 30 anos, escreveu uma novela autobiográfica intitulada "O Regresso do Peregrino" (1933). Mais tarde contou de seu nascimento e educação em "Surpreendido pela Graça" (1955).


Milhões de cópias de seus livros foram vendidas durante sua vida e também depois de sua morte. Por muito tempo suas "Cartas do Diabo" (1942), foi seu livro mais popular. Outro bastante lido foi "Cristianismo Básico" (1952), um delineamento simples, mas profundo do fundamento lógico da posição cristã. Escreveu também "Milagres" (1947), "O Problema da Dor" (1940), "Reflexões em Salmos" (1958), e muitos outros. "Abolição do Homem" (1943) foi incluído pela Enciclopédia Britânica à coleção Os Grandes Livros do Mundo.


FICÇÃO


A ficção de Lewis também é muito lida, especialmente as "Crônicas de Narnia" (1950-1956), sete livros infantis ilustrados por Pauline Baynes - um conjunto de estórias que encantam crianças de 5 anos em diante. Eles contam de aventuras que se seguem depois de passar através de um guarda-roupa mágico e outras passagens similares que dão entrada a terras vigiadas por um leão magnífico chamado Aslan, hoje o símbolo de Cristo. Embora instrumentos de conversão de muitas pessoas, eles não são sermões, mas estórias excitantes.


A Trilogia do Espaço, formada pelo "Fora do Planeta Silencioso" (1938), "Perelandra" (1943) e "Aquela Força Oculta" (1945), levam o leitor (nos dois primeiros volumes, de Marte a Vênus, enquanto o terceiro é principalmente anti-utópico com fatos que se passam na Inglaterra. Perelandra reconta as aventuras de um homem bom e um mau que num mundo edênico tenta persuadir uma "Eva"a seus respectivos pontos de vista. Mas nessa estória Eva não cai. O "Grande Divórcio" (1946) envolve uma visita em sonhos a um ônibus cheio de pessoas que iam do inferno para o céu sendo lá calorosamente convidadas a entrar mas recusando a glória que poderiam ver sobre as montanhas adiante.

GUTENBERG, JOHANN


GUTENBERG, JOHANN


(1398-1468)
Pioneiro alemão na arte da impressão
Nascido numa próspera família de Mainz, recebeu o nome de Johann Gensfleisch eur Laden, mas adotou o sobrenome de sua mãe, Gutenberg. Através de ligações familiares, passou a fazer parte da famosa sociedade de ourives de Mainz.Lá treinou trabalhos com metal até que brigas severas entre os sócios forçaram-no a mudar para Strassburg (França). Durante aquele tempo fez experimentos com uma tinta viscosa para tipos moldados que era usada em placas de metal, em letras separadas reutilizáveis (tipos), desenvolvendo uma chapa de impressão com tipos metálicos móveis. Não existem, no entanto, documentos daquela época para provar as invenções revolucionárias de Gutenberg.


Em 1448, o endividado Gutenberg pedia empréstimos aos amigos em Mainz. Por volta de 1450 conseguiu o suporte financeiro de Johann Fust, um rico banqueiro. Em 1455, uma batalha jurídica dissolveu a sociedade e Fust ganhou o controle sobre o novo equipamento de impressão de Gutenberg. Fust e Peter Schoeffer, que trabalharam sob a orientação de Gutenberg, publicaram a assim chamada Bíblia Mazarim de quarenta e duas linhas por volta de 1456. Fust e Schoeffer então imprimiram um Saltério (1457), cujo tipo acredita-se ter sido originalmente concebido por Gutenberg. Em 1465, Gutenberg recebeu uma pensão do arcebispo de Mainz, mas nada mais se soube de seus impressos. Diversas edições da Bíblia têm sido atribuídas a Gutenberg, mas essas afirmações não podem ser verificadas.

CATHERINE DE MEDICI


CATHERINE DE MEDICI

(1519-1589)
Mulher pertencente à nobreza italiana e, por casamento, rainha da França


Catarina de Médicis era filha de Lorenzo de Médicis, de Florença. Em 1553, seu tio, o Papa Clemente VII, arranjou o casamento dela com Henrique, duque de Orleans, que se tornou rei da França, como Henrique II, em 1547. Bem educada para a sua época e rainha inteligente, Catarina era muito estimada na corte francesa. Supervisionava pessoalmente a educação de seus filhos.


Henrique morreu em 1559, deixando Catarina como rainha-mãe e o jovem Francisco II (cuja esposa era Maria, rainha da Escócia) no trono. Catarina se aliou à poderosa família Guise, muito fiel à igreja católica romana e juntos governaram a França na vacância de poder causada pela fraqueza e inexperiência administrativa de Francisco. A hegemonia política católica sob o reinado de Catarina antecipou insatisfação entre a nobreza francesa, encabeçada pelos príncipes de Bourbon - muitos dos quais huguenotes protestantes. A posição de Catarina se alternou nas decorrentes "guerras de religião". Algumas vezes ela mediava entre os protestantes e a nobreza católica romana; outras vezes, encorajava os Guise a perseguirem os huguenotes.


Depois da morte de Francisco em 1560, Catarina passou a regente do irmão mais novo de Francisco, Carlos IX. Em 1562, ela baixou um edital garantindo aos protestantes direitos religiosos limitados. No entanto, a política de tolerância da rainha não acabou com o violento conflito. A influência protestante na corte crescia enquanto Gaspar, de Coligny, um almirante huguenote, solapava a influência de Catarina sobre o jovem rei. O plano de Catarina com os príncipes da família Guise para assassinar Coligny resultaram na morte da maioria dos líderes huguenotes no infame Dia do Massacre de São Bartolomeu, em 1572. O país permaneceu mal dividido e encheu os últimos dias de Catarina com renovadas carnificinas.

Mateus, filho de Alfeu


MATEUS


Filho de Alfeu; um cobrador de impostos por profissão; escolhido por Jesus para ser um dos doze apóstolos; creditado pela autoria do evangelho de Mateus.
Mateus é listado em cada uma das quatro listas de nomes dos doze discípulos encontradas em Mateus 10:3; Marcos 3:18; Lucas 6:15 e Atos 1:13. Com exceção destas listas, Mateus é mencionado somente quando Cristo o chama. (Mateust 9:9; Marcos 2:13-14; Lucas 5:27). Antes de ser chamado como apóstolo, os evangelhos referem-se a Mateus como Levi (Marcos 2:14; Lucas 5:27; comparar Mateus 9:9). Não há a menor dúvida que Levi e Mateus eram a mesma pessoa. A identidade de Levi como Mateus é inquívoca. É improvável que Mateus era o irmão de Tiago, o mais moço, cujo pai tambem chamava-se Alfeu (Mateus 10:3). Este fato teria sido mencionado nas escrituras, como no caso de Pedro e André e os filhos de Zebedeu.
Mateus servia ao rei Herodes em Cafarnaum na Galiléia, coletando impostos sobre os produtos que passavam da estrada de Damasco para o Mar Mediterrâneo. Por realizar este tipo de trabalho, Mateus devia ser um homem educado, familiar com a língua grega, assim como nativo na língua aramaica, o que o qualificou a escrever o evangelho de Mateus. Como um cobrador de impostos, Mateus devia ser um homem rico, mas sua ocupação fazia com que fosse desprezado pelos judeus e considerado como uma das pessoa mais baixas. Os fariseus falavam consistentemente de cobradores de impostos da mesma forma que falavam dos pecadores (Mateus 11:19; Marcos 2:16; Lucas 7:34; 15:1).
Mateus foi chamado quando estava trabalhando, no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus passou por ele e disse: "segue-me" (Marcos 2:14). Mateus deixou tudo e o seguiu (Lucas 5:28). Imediatamente Mateus ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa e vários cobradores de impostos e outras pessoas juntaram-se a eles. Foi nesta festa que os fariseus e os mestres da lei fizeram a tão famosa reclamação: "Por que vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?" (Lucas 5:29-32, NTLH). Não se sabe bem ao certo quando Mateus foi chamado, mas é provável que os primeiros seis discípulos estavam presentes no dia da festa já que os fariseus reclamaram para os discípulos de Cristo. 


Ao contrário dos primeiros homens que Jesus chamou, Mateus não era originalmente um seguidor de João Batista.

João Calvino


CALVINO, JOÃO


(1509–1564)
Líder francês da Reforma Protestante; geralmente considerado como o segundo em importância, depois de Martinho Lutero, como figura chave na Reforma Protestante
SUMÁRIO
As Institutas da Religião Cristã, de Calvino, consideradas pelo historiador Will Durant entre os dez mais influentes trabalhos, deram origem a uma distinta teologia "Reformada", algumas vezes assim denominada pelo próprio Calvino.
Calvino também tem sido chamado "o organizador do Protestantismo" porque em seu trabalho pastoral de organizar igrejas evangélicas em Estrasburgo e Geneva, desenvolveu um modelo adaptado de governo eclesiástico. O impacto cultural daquele modelo "presbiteriano" se estendeu além da política da igreja para influenciar modernas teorias de política democrática. No século XVI surgiram novas instituições sociais para ocupar o lugar das que se deterioravam, que vinham de tempos medievais; muitas das novas instituições foram influenciadas pelo modelo de Calvino.
INíCIO DE VIDA
Calvino nasceu no noroeste da França, vinte e cinco anos depois de Martinho Lutero. Seu nome real, Jean Cauvin, mudou para "Calvin" anos mais tarde quando, como estudioso, adotou a forma latina Calvinus. Sua cidade natal, Noyon, era um importante e antigo centro da Igreja Católica Romana no norte da Europa. Um bispo morava lá; e a vida econômica, política e social da cidade girava amplamente ao redor da catedral. De uma família de classe média, Gerard, o pai de Calvino, depois de servir à igreja em várias funções, inclusive como escrivão, veio a ser o secretário do bispo. Como resultado, o jovem Calvino estava fortemente ligado aos assuntos da igreja desde o começo. Foi educado com crianças da aristocracia, um ambiente que o tornou um reformador mais refinado do que o notoriamente grosseiro Lutero. 
Para capacitar seu filho para alcançar uma posição de importância eclesiástica, o pai de Calvino entendia que ele deveria receber a melhor educação possível. Com catorze anos Calvino entrou para a Universidade de Paris, o centro intelectual da Europa Ocidental. Lá eventualmente ele frequentou o Colégio de Mantaigu, a mesma instituição que Erasmo frequentou (e odiou) uns trinta anos antes. Embora Calvino se dedicasse a uma carreira similar em teologia, por diversos motivos sua vida tomou um rumo inesperado. Primeiro, o novo aprendizado do Renascimento (Humanismo) estava travando uma bem sucedida batalha contra o escolasticismo, a velha teologia católica da antiga Idade Média. Calvino se deparou com o novo aprendizado por meio dos estudantes e foi poderosamente atraído para ele. Segundo, um forte movimento para reforma da igreja, liderado por Jacques Lefèvre d_Etaples (1455-1536), florescia em Paris, não muito longe da universidade. Calvino se tornou um amigo íntimo de alguns dos alunos de Lefèvre. Terceiro, as obras e idéias de Lutero haviam circulado em Paris por algum tempo, causando uma agitação moderada; sem dúvida, Calvino se familiarizou com elas durante os anos de estudante. Finalmente, o pai de Calvino teve uma discussão com os oficiais da igreja em Noyon, incluindo o bispo. Em 1528, assim que Calvino obteve o seu grau de mestre de artes, seu pai lhe disse para deixar a teologia e estudar leis. Obedientemente, o filho se mudou para Orleans, onde se localizava a melhor escola de leis da França.
Calvino se dedicou aos seus estudos das leis, sendo elogiado por sua maestria na matéria. Com frequência, dava aulas pelos professores ausentes. Depois de três anos de estudo em Orleans, Bourges e Paris, conseguiu o seu doutorado e licença em leis. Durante esse percurso aprendeu grego e mergulhou nos estudos clássicos, que eram de grande interesse dos humanistas contemporâneos. Ligou-se a um grupo de estudantes que discordavam dos ensinos e práticas do Catolicismo Romano. Com a morte de seu pai em 1531, Calvino se viu livre para escolher a carreira que preferia e não hesitou. Excitado e desafiado pelo novo aprendizado, mudou para Paris para se dedicar a uma vida erudita. Se não tivesse se convertido ao Protestantismo, teria sem dúvida vivido fora de sua época em Paris como um líder estudioso da Renascença.

Reformador Suíço: ZWINGLI,HULDRYCH


ZWINGLI, HULDRYCH

(1484-1531)
Reformador suíço

Nascido em Wildhaus, na região montanhosa de Toggenburg, Zwingli era o filho do prefeito da cidade. Estudou em Basel, Berna, Viena, e depois em Basel de novo, onde se graduou como B.A. em 1504 e como M.A em 1506. Em Basel, absorveu os ensinos de Thomas Wyttenbach sobre as Escrituras e sobre justificação e também se tornou amigo do humanista Glareanus e de Leo Jud, que o ajudou financeiramente mais tarde. Erasmo era o grande herói naquela época.


Ordenado em 1506, Zwingli trabalhou por dez anos na paróquia de Glarus. Aqui ele provou ser um bom pastor e um hábil pregador. Continuou seus estudos humanistas, mantendo a língua grega e tentando aprender sozinho o hebraico. Em 1513 e 1515 serviu ao exército papal como capelão dos mercenários de Glarus. Suas experiências o levaram a se opor ao sistema mercenário; era especialmente contrário ao recrutamento francês. Devido ao tumulto resultante, aceitou um novo posto em Einsiedeln em 1516.

LUTERO


LUTERO, MARTINHO


(1483-1546)


Pai da reforma alemã


VISÃO GERAL
Há alguns anos atrás, quando as pessoas começaram a listar as pessoas mais importantes do segundo milênio, Martinho Lutero se encontrava no topo ou quase no topo da maioria das listas. Ele simplesmente mudou o mundo, se atrevendo a desafiar a corrupção da igreja católica romana e dando início a uma reforma social política e espiritual.


EBULIÇÃO DO PROBLEMA
Em 1517, Lutero foi despertado quando bem perto de onde ele estava John Tetzel, pregou uma indulgência aonde uma teologia crua foi acompanhada por um materialismo crasso. Lutero rapidamente protestou desenhando noventa e cinco teses para debate, as quais ele colou na porta da igreja em outubro 31, 1517. Quando foi traduzido e altamente circulado, essas teses causaram uma explosão de sentimentos contra a igreja que acabou com a indulgência. Em conseqüência disso a teologia de Lutero não podia mais passar desapercebida e ele sofreu imediatamente pressões eclesiásticas. 
RECONSTRUINDO UMA RELIGIÃO


Espalhar a reforma às paróquias formava uma parte essencial da reconstrução. Lutero viu claramente a necessidade por educação e publicou um apelo a escolas cristão em 1524, trabalhou com Melanchthon num plano para educação popular nas instruções para a visitação a Saxon em 1528 e pregou aos pais sobre mandar os seus filhos a escola em 1530. Tanto a instrução espiritual como a secular era necessária para curar a ignorância predominante no fim da Idade Média. Para ajudar os pastores a proverem isso, Lutero compôs uma obra chamada Large Catechism em 1528 e depois a mais famosa chamado de Small Catechism em 1529. Mais adiante ele fez uma exposição simples sobre o credo, a oração do Senhor, os dez mandamentos e os dois sacramentos. Ele também ofereceu formas de confissão, orações para hora da manhã e para a noite e para antes das refeições. Para suprir mais pastores e professores hábeis para a paróquia ele apoiou Melanchthon nas reformas universitárias, especialmente nas faculdades teológicas. 
LEGADO 
Essa figura humana tinha dons extraordinários. Talvez a coisa mais notável dele era a sua versatilidade. Sem ao menos ser um lingüístico excepcional ele tinha o domínio da linguagem bíblica. Esse domínio seguia de mãos dadas com um discernimento teológica raro. Lutero conseguia enxergar a fundo as perguntas teológicas e expressáva-se com uma originalidade e força impressionante. Lutero contribuiu mais do que a vasta maioria de dogmáticos para a teologia verdadeira. No entanto, Lutero não era nenhum acadêmico ou teorista teológico. Preocupações teológicas e pastorais o levaram a atacar as indulgências que derrubaram o sistema medieval. A sua habilidade lingüística produziu uma das melhores traduções bíblicas de todos os tempos. A sua combinação de conhecimento bíblico com a simplicidade gráfica de declaração e de realidade vital de fé fez dele um pregador eminente e efetivo. Por trás de tudo, é claro, tinha a sinceridade de uma pessoa que fora trazida a essa missão não por especulação abstrata mas pela realidade do pecado, graça, perdão e fé. Os seus trabalhos são todos vibrantes e desafiadores, pois eles não vieram somente do estudo, mas da vida e ação.


Lutero fez um trabalho que provavelmente nenhum outro poderia ter feito. Ele fez porque ele tinha a combinação necessária de aprendizado, discernimento, caráter e fé.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os Maias e o medo do fim


Previsão do fim do mundo pelos Maias foi um erro.

"Somente Deus sabe precisamente do fim e do começo" 

O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição "A Sociedade e o Tempo Maia" inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.
O arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros.

Eles se baseavam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do sol, da lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.

"Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica", explicou Casares, que esclareceu: "A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir".

Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização.

"Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado Haab que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o Tzolkin, de 260 dias, que regia a vida ritualística", acrescentou Casares.

A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas divindades, ou seja, "não podiam separar o religioso do cotidiano".

Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia.

Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o "baktun" (período de 144 mil dias); na maioria das cidades 13 "baktunes" constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.

Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, "propositais ou não", de interpretação dos objetos achados desta civilização.

De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (um deus maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.

A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura.

Para a diretora do Museu do Ouro de Bogotá, Maria Alicia Uribe, a exibição desta mostra sobre a civilização maia serve para comparar e aprender sobre a vida pré-colombiana no continente.

"Interessa-nos de alguma maneira comparar nosso passado com o de outras regiões do mundo", ressaltou Maria sobre esta importante coleção de arte e documentário.

A exposição estará aberta ao público até o dia 12 de fevereiro de 2012, para depois deve ser transferida para a cidade de Medellín.


Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.
A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.
O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.
Até então, as mensagens gravadas em "estelas" – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.
Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.

"(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).
"Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias."
Novas interpretações 
Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.
Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.

"A medição do tempo dos maias era muito completa", explica Gronemeyer. "Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro", afirma.
Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma "onda milenarista" que, segundo ela, "antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos".
Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma "crise ideológica, religiosa e social".
Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma "vertente catastrófica", mas também uma linha que "prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa".
Crença no final
A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial.
Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.
Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.
Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.