quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Martinho Lutero, Excomungado em 03 de Janeiro.




GOSPEL Foto/Imagem Dia 3 de Janeiro é relembrado o dia em que Martinho Lutero é excomungado da Igreja Católica Noticia Religião
Martinho Lutero e seus partidários são excomungados pela bula papal Decet romanum pontificem em 3 de janeiro de 1521. Ainda assim, não tendo sido condenado à pena de morte, ele continuaria a defender sua doutrina diante da Dieta de Worms.
O Papa Leão X chegou a classificar Lutero como um "alemão bêbado que escrevera as teses", e afirmou que quando estivesse sóbrio mudaria de opinião. Em 1518, ele pediu ao professor de teologia Silvestro Mazzolini que investigasse o assunto. O “protestante” foi então denunciado por se opor de maneira implícita à autoridade do Sumo Pontífice. Declarou Lutero um herege e escreveu uma refutação acadêmica. Nela, mantinha a autoridade papal sobre a Igreja e condenava as teorias de Lutero como um desvio, uma apostasia. Foi a réplica de Lutero que deu início à controvérsia.
Lutero participou da convenção dos agostinianos em Heidelberg, onde apresentou uma tese sobre a escravidão do homem ao pecado e à graça divina. No decurso da controvérsia sobre as indulgências, o debate se elevou ao ponto de suscitar a dúvida do poder absoluto e da autoridade do Papa. O argumento era de que as doutrinas de "tesouraria da Igreja" e "tesouraria dos merecimentos" serviam para reforçar a doutrina e a venda das indulgências. O papa ordenou que Lutero viajasse para Roma, coisa que, por razões políticas, nunca ocorreu.
O papa tentou alcançar uma solução pacífica para o conflito e contou com o auxílio de Frederico o Sábio, um protetor de Lutero. Uma conferência com o representante papal Karl von Miltitz em Altenburg, em janeiro de 1519, levou Lutero a optar pelo silêncio.
Lutero negava o direito divino do solidéu papal e da autoridade de possuir as chaves do Céu que, segundo ele, haviam sido outorgadas apenas ao próprio Apóstolo Pedro. Não parecia haver esperanças de entendimento. Os escritos de Lutero, graças à recente invenção da imprensa, circulavam amplamente, alcançando França, Inglaterra e Itália. Estudantes dirigiam-se a Wittenberg apenas para escutar Lutero.
As controvérsias geradas por seus textos levaram Lutero a desenvolver suas doutrinas mais a fundo. O Sermão sobre o Sacramento Abençoado do Verdadeiro e Santo Corpo de Cristo, e suas Irmandades, ampliou o significado da eucaristia para incluir também o perdão dos pecados e o fortalecimento da fé naqueles que a recebem.
O conceito luterano de igreja foi desenvolvido no sermão Sobre o Papado de Roma, uma resposta ao ataque do franciscano Augustin von Alveld, em Leipzig, em junho de 1520. O seu Sermão das Boas Obras, publicado na primavera de 1520, era contrário à doutrina católica das “boas obras” e dos atos como meio de perdão. As obras do crente são verdadeiramente boas se ordenadas por Deus.
Os debates de Leipzig, em 1519, fizeram com que Lutero travasse contato com humanistas como Melanchthon, Reuchlin e Erasmo de Roterdã. O nobre Franz von Sickingen e Silvestre de Schauenburg queriam manter Lutero sob sua proteção em seus castelos, pois não julgavam seguro permanecer em uma Saxônia sob proscrição papal.
Em agosto de 1520, Lutero escreveu À Nobreza Cristã da Nação Alemã em que recomendava ao laicato, como um sacerdote espiritual, que fizesse a reforma requisitada por Deus e abandonada pelo Papa e seu clero. Pela primeira vez Lutero referiu-se ao Papa como o Anticristo.
A 15 de junho de 1520, o Papa advertiu Lutero com a bula Exsurge Domine, que o ameaçava com a excomunhão caso não repudiasse 41 pontos de sua doutrina.
Em outubro de 1520, Lutero enviou ao Papa seu escrito A Liberdade de um Cristão, em que diz: "Eu não me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus".
Fonte: Opera Mundi mantido o texto Original por ser texto Histórico

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MESSIAS


MESSIAS


Messias é um título para Jesus Cristo, o Salvador do mundo. No velho testamento, Deus falou de como Ele enviaria o Messias para salvar seu povo, para fazer tudo certo e para destruir o mal. Os judeus ansiavam pela vinda do herói judeu, mas rejeitaram Jeus Cristo porque eles esperavam alguém diferente. Em vez de um soldado, Jesus era um servo. Em vez de ser um rei poderoso, Jesus morreu em uma cruz. Os judeus não reconheceram o plano de Deus para Jesus como o Messias, mas Jesus ainda sim salva aqueles que acreditaram nele por sua morte na cruz. Ele ressucitou e agora governa acima dos céus.


O SIGNIFICADO DE MESSIAS
O título MESSIAS vem do hebraico, mashiach, e significa “o ungido”. Christos, ou Cristo, refere-se a um indivíduo que é separado para servir a Deus. Esta pessoa seria ungida com óleo – uma prática comum de derramar o óleo sobre a cabeça de uma pessoa. Os sacerdotes eram regularmente ungidos com óleo como um símbolo de servir no altar de Deus (Levítico 4:3). Samuel ungiu Saul e Davi para determina-los como reis. Todos os reis hebreus eram ungidos antes de assumirem suas posições da liderança real. Os reis eram considerados líderes especiais do Senhor (1 Samuel 12:14; 2 Samuel 19:21).


Estas cerimônias introduziram a idéia do Messias - uma pessoa especial separada para o serviço de Deus. Diversas profecias descreveram também um Messias específico, o que ajudou a alimentar as expectativas das pessoas sobre o último Ungido. Uma declaração ainda encontrada em muitos livros de oração judaica é a seguinte: “Eu acredito com um coração sincero que o Messias virá, e apesar da sua vinda tardar, eu ainda esperarei pacientemente por sua rápida aparição”. Apesar de acreditarmos que o Messias já veio a Terra na pessoa de Jesus Cristo, nós devíamos também esperar ansiosamente pela sua segunda aparição. Nós também devíamos ser pacientes e ansiosos pela Sua chegada, desta vez, como o Rei dos reis.

C.S. LEWIS


C. S. LEWIS (1898-1963)




Escritor e estudioso cristão 
VISÃO GERAL


O mundo atual precisava de uma voz criativa para comunicar a verdade de Deus. C.S. Lewis foi essa voz. Em suas estórias fantasiosas bem como em seus ensaios perspicazes, Lewis proporcionava orientação inteligente que levou muitos leitores à fé em Cristo.


CENÁRIO ACADÊMICO


C.S. Lewis passou a maior parte de sua vida como professor universitário e conferencista nas Universidades de Oxford e Cambridge e como escritor de muitos livros eruditos e cristãos. Sua obra mais conhecida é Literatura Inglesa no Século XVI (1954). Seu primeiro trabalho erudito, A Alegoria do Amor (1936), foi considerado por um crítico, um clássico naquela área.


OBRAS CRISTÃS


Lewis é conhecido como autor de mais de 25 obras. Ele era um "feliz ateu" aos 14 anos e durante um longo tempo foi lentamente persuadido de que a religião cristã é a única maneira lógica de entender o homem e seu universo. Tendo-se tornado cristão aos 30 anos, escreveu uma novela autobiográfica intitulada "O Regresso do Peregrino" (1933). Mais tarde contou de seu nascimento e educação em "Surpreendido pela Graça" (1955).


Milhões de cópias de seus livros foram vendidas durante sua vida e também depois de sua morte. Por muito tempo suas "Cartas do Diabo" (1942), foi seu livro mais popular. Outro bastante lido foi "Cristianismo Básico" (1952), um delineamento simples, mas profundo do fundamento lógico da posição cristã. Escreveu também "Milagres" (1947), "O Problema da Dor" (1940), "Reflexões em Salmos" (1958), e muitos outros. "Abolição do Homem" (1943) foi incluído pela Enciclopédia Britânica à coleção Os Grandes Livros do Mundo.


FICÇÃO


A ficção de Lewis também é muito lida, especialmente as "Crônicas de Narnia" (1950-1956), sete livros infantis ilustrados por Pauline Baynes - um conjunto de estórias que encantam crianças de 5 anos em diante. Eles contam de aventuras que se seguem depois de passar através de um guarda-roupa mágico e outras passagens similares que dão entrada a terras vigiadas por um leão magnífico chamado Aslan, hoje o símbolo de Cristo. Embora instrumentos de conversão de muitas pessoas, eles não são sermões, mas estórias excitantes.


A Trilogia do Espaço, formada pelo "Fora do Planeta Silencioso" (1938), "Perelandra" (1943) e "Aquela Força Oculta" (1945), levam o leitor (nos dois primeiros volumes, de Marte a Vênus, enquanto o terceiro é principalmente anti-utópico com fatos que se passam na Inglaterra. Perelandra reconta as aventuras de um homem bom e um mau que num mundo edênico tenta persuadir uma "Eva"a seus respectivos pontos de vista. Mas nessa estória Eva não cai. O "Grande Divórcio" (1946) envolve uma visita em sonhos a um ônibus cheio de pessoas que iam do inferno para o céu sendo lá calorosamente convidadas a entrar mas recusando a glória que poderiam ver sobre as montanhas adiante.

GUTENBERG, JOHANN


GUTENBERG, JOHANN


(1398-1468)
Pioneiro alemão na arte da impressão
Nascido numa próspera família de Mainz, recebeu o nome de Johann Gensfleisch eur Laden, mas adotou o sobrenome de sua mãe, Gutenberg. Através de ligações familiares, passou a fazer parte da famosa sociedade de ourives de Mainz.Lá treinou trabalhos com metal até que brigas severas entre os sócios forçaram-no a mudar para Strassburg (França). Durante aquele tempo fez experimentos com uma tinta viscosa para tipos moldados que era usada em placas de metal, em letras separadas reutilizáveis (tipos), desenvolvendo uma chapa de impressão com tipos metálicos móveis. Não existem, no entanto, documentos daquela época para provar as invenções revolucionárias de Gutenberg.


Em 1448, o endividado Gutenberg pedia empréstimos aos amigos em Mainz. Por volta de 1450 conseguiu o suporte financeiro de Johann Fust, um rico banqueiro. Em 1455, uma batalha jurídica dissolveu a sociedade e Fust ganhou o controle sobre o novo equipamento de impressão de Gutenberg. Fust e Peter Schoeffer, que trabalharam sob a orientação de Gutenberg, publicaram a assim chamada Bíblia Mazarim de quarenta e duas linhas por volta de 1456. Fust e Schoeffer então imprimiram um Saltério (1457), cujo tipo acredita-se ter sido originalmente concebido por Gutenberg. Em 1465, Gutenberg recebeu uma pensão do arcebispo de Mainz, mas nada mais se soube de seus impressos. Diversas edições da Bíblia têm sido atribuídas a Gutenberg, mas essas afirmações não podem ser verificadas.

CATHERINE DE MEDICI


CATHERINE DE MEDICI

(1519-1589)
Mulher pertencente à nobreza italiana e, por casamento, rainha da França


Catarina de Médicis era filha de Lorenzo de Médicis, de Florença. Em 1553, seu tio, o Papa Clemente VII, arranjou o casamento dela com Henrique, duque de Orleans, que se tornou rei da França, como Henrique II, em 1547. Bem educada para a sua época e rainha inteligente, Catarina era muito estimada na corte francesa. Supervisionava pessoalmente a educação de seus filhos.


Henrique morreu em 1559, deixando Catarina como rainha-mãe e o jovem Francisco II (cuja esposa era Maria, rainha da Escócia) no trono. Catarina se aliou à poderosa família Guise, muito fiel à igreja católica romana e juntos governaram a França na vacância de poder causada pela fraqueza e inexperiência administrativa de Francisco. A hegemonia política católica sob o reinado de Catarina antecipou insatisfação entre a nobreza francesa, encabeçada pelos príncipes de Bourbon - muitos dos quais huguenotes protestantes. A posição de Catarina se alternou nas decorrentes "guerras de religião". Algumas vezes ela mediava entre os protestantes e a nobreza católica romana; outras vezes, encorajava os Guise a perseguirem os huguenotes.


Depois da morte de Francisco em 1560, Catarina passou a regente do irmão mais novo de Francisco, Carlos IX. Em 1562, ela baixou um edital garantindo aos protestantes direitos religiosos limitados. No entanto, a política de tolerância da rainha não acabou com o violento conflito. A influência protestante na corte crescia enquanto Gaspar, de Coligny, um almirante huguenote, solapava a influência de Catarina sobre o jovem rei. O plano de Catarina com os príncipes da família Guise para assassinar Coligny resultaram na morte da maioria dos líderes huguenotes no infame Dia do Massacre de São Bartolomeu, em 1572. O país permaneceu mal dividido e encheu os últimos dias de Catarina com renovadas carnificinas.

Mateus, filho de Alfeu


MATEUS


Filho de Alfeu; um cobrador de impostos por profissão; escolhido por Jesus para ser um dos doze apóstolos; creditado pela autoria do evangelho de Mateus.
Mateus é listado em cada uma das quatro listas de nomes dos doze discípulos encontradas em Mateus 10:3; Marcos 3:18; Lucas 6:15 e Atos 1:13. Com exceção destas listas, Mateus é mencionado somente quando Cristo o chama. (Mateust 9:9; Marcos 2:13-14; Lucas 5:27). Antes de ser chamado como apóstolo, os evangelhos referem-se a Mateus como Levi (Marcos 2:14; Lucas 5:27; comparar Mateus 9:9). Não há a menor dúvida que Levi e Mateus eram a mesma pessoa. A identidade de Levi como Mateus é inquívoca. É improvável que Mateus era o irmão de Tiago, o mais moço, cujo pai tambem chamava-se Alfeu (Mateus 10:3). Este fato teria sido mencionado nas escrituras, como no caso de Pedro e André e os filhos de Zebedeu.
Mateus servia ao rei Herodes em Cafarnaum na Galiléia, coletando impostos sobre os produtos que passavam da estrada de Damasco para o Mar Mediterrâneo. Por realizar este tipo de trabalho, Mateus devia ser um homem educado, familiar com a língua grega, assim como nativo na língua aramaica, o que o qualificou a escrever o evangelho de Mateus. Como um cobrador de impostos, Mateus devia ser um homem rico, mas sua ocupação fazia com que fosse desprezado pelos judeus e considerado como uma das pessoa mais baixas. Os fariseus falavam consistentemente de cobradores de impostos da mesma forma que falavam dos pecadores (Mateus 11:19; Marcos 2:16; Lucas 7:34; 15:1).
Mateus foi chamado quando estava trabalhando, no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus passou por ele e disse: "segue-me" (Marcos 2:14). Mateus deixou tudo e o seguiu (Lucas 5:28). Imediatamente Mateus ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa e vários cobradores de impostos e outras pessoas juntaram-se a eles. Foi nesta festa que os fariseus e os mestres da lei fizeram a tão famosa reclamação: "Por que vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?" (Lucas 5:29-32, NTLH). Não se sabe bem ao certo quando Mateus foi chamado, mas é provável que os primeiros seis discípulos estavam presentes no dia da festa já que os fariseus reclamaram para os discípulos de Cristo. 


Ao contrário dos primeiros homens que Jesus chamou, Mateus não era originalmente um seguidor de João Batista.

João Calvino


CALVINO, JOÃO


(1509–1564)
Líder francês da Reforma Protestante; geralmente considerado como o segundo em importância, depois de Martinho Lutero, como figura chave na Reforma Protestante
SUMÁRIO
As Institutas da Religião Cristã, de Calvino, consideradas pelo historiador Will Durant entre os dez mais influentes trabalhos, deram origem a uma distinta teologia "Reformada", algumas vezes assim denominada pelo próprio Calvino.
Calvino também tem sido chamado "o organizador do Protestantismo" porque em seu trabalho pastoral de organizar igrejas evangélicas em Estrasburgo e Geneva, desenvolveu um modelo adaptado de governo eclesiástico. O impacto cultural daquele modelo "presbiteriano" se estendeu além da política da igreja para influenciar modernas teorias de política democrática. No século XVI surgiram novas instituições sociais para ocupar o lugar das que se deterioravam, que vinham de tempos medievais; muitas das novas instituições foram influenciadas pelo modelo de Calvino.
INíCIO DE VIDA
Calvino nasceu no noroeste da França, vinte e cinco anos depois de Martinho Lutero. Seu nome real, Jean Cauvin, mudou para "Calvin" anos mais tarde quando, como estudioso, adotou a forma latina Calvinus. Sua cidade natal, Noyon, era um importante e antigo centro da Igreja Católica Romana no norte da Europa. Um bispo morava lá; e a vida econômica, política e social da cidade girava amplamente ao redor da catedral. De uma família de classe média, Gerard, o pai de Calvino, depois de servir à igreja em várias funções, inclusive como escrivão, veio a ser o secretário do bispo. Como resultado, o jovem Calvino estava fortemente ligado aos assuntos da igreja desde o começo. Foi educado com crianças da aristocracia, um ambiente que o tornou um reformador mais refinado do que o notoriamente grosseiro Lutero. 
Para capacitar seu filho para alcançar uma posição de importância eclesiástica, o pai de Calvino entendia que ele deveria receber a melhor educação possível. Com catorze anos Calvino entrou para a Universidade de Paris, o centro intelectual da Europa Ocidental. Lá eventualmente ele frequentou o Colégio de Mantaigu, a mesma instituição que Erasmo frequentou (e odiou) uns trinta anos antes. Embora Calvino se dedicasse a uma carreira similar em teologia, por diversos motivos sua vida tomou um rumo inesperado. Primeiro, o novo aprendizado do Renascimento (Humanismo) estava travando uma bem sucedida batalha contra o escolasticismo, a velha teologia católica da antiga Idade Média. Calvino se deparou com o novo aprendizado por meio dos estudantes e foi poderosamente atraído para ele. Segundo, um forte movimento para reforma da igreja, liderado por Jacques Lefèvre d_Etaples (1455-1536), florescia em Paris, não muito longe da universidade. Calvino se tornou um amigo íntimo de alguns dos alunos de Lefèvre. Terceiro, as obras e idéias de Lutero haviam circulado em Paris por algum tempo, causando uma agitação moderada; sem dúvida, Calvino se familiarizou com elas durante os anos de estudante. Finalmente, o pai de Calvino teve uma discussão com os oficiais da igreja em Noyon, incluindo o bispo. Em 1528, assim que Calvino obteve o seu grau de mestre de artes, seu pai lhe disse para deixar a teologia e estudar leis. Obedientemente, o filho se mudou para Orleans, onde se localizava a melhor escola de leis da França.
Calvino se dedicou aos seus estudos das leis, sendo elogiado por sua maestria na matéria. Com frequência, dava aulas pelos professores ausentes. Depois de três anos de estudo em Orleans, Bourges e Paris, conseguiu o seu doutorado e licença em leis. Durante esse percurso aprendeu grego e mergulhou nos estudos clássicos, que eram de grande interesse dos humanistas contemporâneos. Ligou-se a um grupo de estudantes que discordavam dos ensinos e práticas do Catolicismo Romano. Com a morte de seu pai em 1531, Calvino se viu livre para escolher a carreira que preferia e não hesitou. Excitado e desafiado pelo novo aprendizado, mudou para Paris para se dedicar a uma vida erudita. Se não tivesse se convertido ao Protestantismo, teria sem dúvida vivido fora de sua época em Paris como um líder estudioso da Renascença.